Segunda-feira, 06 de Fevereiro de 2012
:: Carreira :: Ciências Econômicas
Há pelo menos uma década o Brasil vive relativa estabilidade em sua economia, sem troca de moedas ou planos econômicos mirabolantes. Isso não quer dizer, no entanto, que os assuntos econômicos tenham sido relegados ao segundo plano. Descontrole inflacionário, congelamentos e confiscos podem ter saído de cena, mas outros temas tomaram seu lugar, como globalização, taxa de juros, redução da miséria, comércio internacional, fontes alternativas de energia, meio ambiente e vários outros. Por isso, independentemente dos temas em discussão, o economista sempre será personagem de proa na sociedade moderna.
Um profissional da área de Economia pode desempenhar um vasto número de atividades, em vários segmentos da sociedade. Além das funções tradicionais nos setores privados, como empresas, bancos, instituições patronais e sindicais, e na administração pública, nos governos federal, estadual e municipal, existe ainda um significativo campo de atividades em assessorias e em instituições de pesquisa, públicas e privadas. Se preferir, o economista pode ainda seguir a carreira acadêmica, como professor e pesquisador.
No dia-a-dia de seu trabalho, o economista pode se dedicar às questões relacionadas à macroeconomia, como, por exemplo, controle da inflação, taxa de câmbio, distribuição da renda ou finanças, uma abordagem ligada aos agregados econômicos nacionais (ou regionais). Ou então pode trabalhar com temas relacionados a estruturas de mercado, inovação, estratégias das empresas, controle de ativos e gerenciamento de portfolio, entre outros temas da microeconomia e das finanças. Um profissional da área pode, ainda, ter as suas atividades voltadas para a solução de problemas sociais, em temas como emprego, educação, etc.
No Brasil, não se pode dizer onde estão as melhores condições de emprego, em termos geográficos, sem pensar no segmento de atuação do profissional. Se o economista pretende trabalhar no sistema financeiro, as melhores oportunidades costumam surgir na Região Sudeste. Mas, com a expansão da agricultura no Centro-Oeste do País, por exemplo, muitas oportunidades estão sendo geradas ali. Em suma, o desenvolvimento e a crescente sofisticação e complexidade da economia criam novas perspectivas profissionais e ampliam as já existentes.
Devido à abrangência de possibilidades de atuação, o futuro economista deve ter interesse tanto pela área de Humanidades como de Ciências Exatas, principalmente matemática e estatística. Uma formação teórica sólida permite que o profissional renove cotidianamente este aprendizado.
O economista deve estar sempre bem informado sobre os avanços científicos no campo em que atua e sobre as mudanças políticas, sociais e econômicas que ocorrem. O perfil mais apropriado deve ser, portanto, de candidatos que entendam a aquisição do conhecimento como um processo contínuo.
Fonte: Faculdade UNESP
© 2012 Revisao Virtual - Por Marlon Vismari